oyá

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domingo, 30 de maio de 2010

TEMPO

Senhor dos esforços

e das ventanis.

Senhor da verdade pois

ele tudo revela.

Senhor dos sentimentos

e das fantasias.

Antes da tua virada

grito renitente

Agô! Agô! (misericordia)

Nunca me tire a dignidade!

O assessor direto de Zâmbi, tem anotado todas as decisões que implicam diretamente na sua ação direta e eterna. O Orixá que domina os caminhos dos seres vivos ou mortos, nascidos ou por nascer, enfim toda a criação está incluída em seus desígnios. É o Orixá TEMPO, implacável e inexorável, que governa o Tempo e o Espaço, que acompanha e cobra o cumprimento do carma de cada um, determinando o início e o sem fim de tudo.

O tempo é tão importante que ele é um Orixá (e os africanos a muito sabem disso), tem um dito que diz O TEMPO DÁ, O TEMPO TIRA, O TEMPO PASSA E A FOLHA VIRA, muitas vezes precisamos que o tempo nos seja favorável, e outras não, quero dizer, precisamos de tempo curto e longo, com o bom uso do Tempo, muitas coisas se modificam, ou podemos modificar.

Em geral na frente das grandes casas de candomblé, principalmente em Salvador, existe uma grande árvore com raízes que saem do chão, e são envoltas com um grande alá( pano branco), este é um IROKO, que é fundamental necessidade a sua existência numa casa de candomblé.

Conhecido também como LOKO, e no Brasil como Orixá da Gameleira Branca, onde é feito seu ritual e suas oferendas, esta árvore foi trazida pelos africanos, mas pela sua existência com certa facilidade em regiões litorâneas, é possível que já existisse no Brasil.
Este Orixá não tem qualidades, é conhecido na angola como maianga ou maiongá.

Iroko representa o tempo. É a árvore primordial. A primeira dádiva da terra (Odudua) aos homens. Existe desde o princípio dos tempos e a tudo assistiu, a tudo resistiu, a tudo resistirá.
Iroko é a essência da vida reprodutiva. Do poder da terra. Alguns mitos dizem que Iroko é o cajado de Odudua, a Terra, que através dele ensina aos homens o sentido da vida.

É também a permanência dentro da impermanência e impermanência na permanência. O ciclo vital, que não muda com o transcorrer da eternidade. A infinita e generosa oferta que a natureza nos faz, desde que saibamos reverencia-la e louvá-la. É também conhecido, nos candomblés como "Tempo", embora esta seja uma designação própria do rito angola. Diz o mito que no princípio de tudo, a primeira árvore nascida, foi Iroko.
Em sua copa vivem também as Iyami Oshorongá, as ajés (feiticeiras) da floresta.

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